Associação Brasileira de Brangus
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Matéria atualizada 24/06/2019

Produção de Brangus comercial se consolida entre pecuaristas de MS

Um dos cruzamentos industriais que mais se destacou no mercado brasileiro, nos últimos 10 anos, foi o bovino da raça Brangus. Resultado do cruzamento de bovinos taurinos (Aberdeen Angus) com zebuínos (Nelore), a formação inicial do rebanho conta com mais de 73 anos, na região sul do país.

A iniciativa de aperfeiçoar a genética desses animais foi da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Pecuária Sul) que auxiliou na propagação das características do seu vigor híbrido. Entre as características que mais chamam atenção dos produtores estão: a marmorização da carne (concentração de gordura), precocidade sexual (machos e fêmeas), docilidade e ganho de peso no período de terminação.

Segundo dados da Associação Brasileira de Brangus (ABB), em uma década, o rebanho cresceu mais de 80% no Brasil, com registro de 425 mil animais no levantamento mais recente. Entre os estados que registram maior crescimento estão: Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Pará e Mato Grosso do Sul.

O pesquisador da Embrapa Pecuária Sul, Joal Brazzale Leal, revela que a produção de sêmem total de Brangus (pelagem preta / Aberdeen) aumentou 32,5%, com um total de 99.004 dose. Já o Red Brangus (pelagem vermelha) aumentou 166,6% e registrou um total de 61.114 doses.

“A venda de sêmen Angus (mais de três milhões de doses) tem sido majoritariamente utilizada para inseminar vacas zebuínas, em todo o Brasil, gerando Brangus meio sangue. Fiz um cálculo estimado de que 70% de nascimentos por meio dessa inseminação artificial nos daria de 700 mil a um milhão de fêmeas Brangus meio sangue nascendo no País. Essas vacas podem ser usadas para gado comercial ou para avançar em ganhos de geração para fazer registro”, conta o pesquisador da Embrapa Pecuária Sul Joal Brazzale Leal.

ATRATIVO COMERCIAL
Outro levantamento importante é fornecido pela Embrapa Pecuária Sul, que aponta a média de preços na comercialização do rebanho de Brangus. Entre os anos de 2018 e 2019, os touros jovens foram vendidos por preço médio de R$ 8 mil, e as fêmeas, R$ 3 mil.Já , o mercado de comercialização de sêmen no Brasil obteve um crescimento de 28,3% em relação ao ano de 2017. A informação divulgada pela Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) é de que foram vendidas mais de 4,9 milhões de doses.Segundo, o gerente de fomento da Asbia, Mateus Pivato, a expansão registrada pela raça supera o desempenho do mercado nacional de sêmen para pecuária de corte, pois foi responsável por 51% das vendas externas contra 19,2% do produto de outras espécies.

PIONEIRISMO EM CAMAPUÃ
O empresário Gilvan Santana Lopes, proprietário da fazenda San Lopes em Camapuã, resolveu investir no cruzamento industrial de Brangus em 1992 e começou a produção com Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), com sêmens provenientes da Argentina e Rio Grande do Sul. Atualmente, o rebanho é 100% Brangus e o pecuarista destaca que não se arrepende da mudança.

"Toda vez que você acredita em uma ideia e se propõe a inovar tem que estar preparado para as dificuldades no caminho. Os resultados que obtivemos com o sêmen argentino não tinham padronização na questão de ganho do peso e tamanho dos animais. Por isso, há 20 anos trabalhamos com produto dos Estados Unidos e uma das consequências mais positivas foi que nossa empresa obteve reconhecimento da ABS que adquiriu um de nossos exemplares, o Bronco, que é produtor de sêmen". explica.

Lopes destaca que a introdução de qualquer atividade ou criação requer cuidados especiais, e com o Brangus não foi diferente.

"Minha recomendação aos interessados em iniciar um rebanho é que capacitem seus funcionários e procurem acompanhamento técnico especializado. Um exemplo que posso destacar, a raça é mais suscetível a carrapatos, então o acompanhamento dos peões deve ser constante. Na questão alimentar, recebo assistência técnica para ofertar o melhor alimento ao rebanho, e consequentemente conseguir um acabamento acima da média", detalha.

O produtor rural acrescenta ainda, que a demanda pelos animais tem aumentado cada vez mais, e inclusive é reconhecida pelos compradores, no caso, os frigoríficos. "As agroindústrias pagam bônus para animais Brangus, em razão da qualidade da carne e do aumento da demanda no mercado consumidor interno", conclui.

BRANGUS NO PANTANAL
Em Aquidauana, o empresário, Paulo Orsi, começou a produção de cria, recria e engorda em 1991 e se consolidou comercialmente como um dos melhores produtores de Nelore (Puros de Origem - PO) da região. Proprietário da fazenda Veneza e mais três propriedades, acredita na importância da tecnologia genética e na dedicação dos pecuaristas que atuam no Pantanal.

A visão empreendedora do pecuarista fez com inovasse inicialmente na implantação de tecnologia de inseminação artificial (desde 2008 utiliza a técnica IATF) e a partir deste ano, com o cruzamento industrial de Brangus.

"Adquirimos sêmen de três touros Angus da ABS, considerados os melhores em desempenho e estamos investindo na produção de animais 1/2 sangue Nelore/Angus. Já produzimos bezerros e uma parte foi destinada à engorda e outra para comercialização", finaliza.


Fonte: Aline Oliveira - Jornal Correio do Estado
Foto: San Lopes - Arquivo Pessoal.


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